Um juiz

Eu sou político, que não minto
quando digo que minto.
Julgador compulsivo,
defeituoso magistrado,
visto que minto
e, quando o faço,
calco o condenado,
para encobrir o que sinto:
pavor explícito,
nocivo e ralo,
de que seja exposta
a minha inépcia
sob o meu intento celerado.

 

Na imagem: Roland Freisler, juiz que presidiu o “Tribunal Popular” nazi, de 1942 a 1945.

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