Playlist EM CASA

Assista à playlist EM CASA, com amostras da minha performance.
A seguir, leia o release do projeto.

RG:Murilo e o seu poemário dançante
“Um grifo-pedrês”🦩 chega aos palcos de Lisboa

Murilo Guimarães reuniu poemas escritos entre 2012 e 2020 em “Um grifo-pedrês”🦩, livro publicado em 2021 pela Editora Urutau. Entretanto, como RG:Murilo, ele passou a estreitar a fronteira entre a poesia, o vídeo e a canção, desenvolvendo uma experiência musical que levasse o seu livro à tela e à pista de dança.

Em 2017, foi publicado o inaugural, “Ao Amigo do Fáscio”, simultaneamente no YouTube e na rgmurilo.bandcamp.com. A obra foi destacada pela revista digital estadunidense, Moving Poems, e pelo blog brasileiro, Socialista Morena, dado o seu conteúdo francamente antifascista.

O projeto RG:Murilo integra-se à já bastante antiga corrente de poetas trovadores. O seu objetivo central é aproximar ainda mais a poesia da canção. As estrofes dos poemas vão se encaixando às bases eletrónicas e a recitação lembra um cantar discreto. Nesta emulação de músicas populares, o poema ganha um novo espaço de fruição. A sua leitura atravessa o ritmo até ser assimilada pelo corpo em movimento. A trova é movente e o poema deixa para trás a sacralidade.

As músicas são compostas em midi, suporte no qual as notas e os acordes são desenhados em espécies de gráficos digitais. Não são utilizados instrumentos acústicos. A composição das melodias decorre de criações cantaroladas no telemóvel e posteriormente tratadas no computador.

RG:Murilo baseia-se na apropriação que o poeta e antropólogo baiano, Murilo Guimarães, faz das suas expectativas artísticas infantojuvenis, da época em que brincava o carnaval de rua ou passava as tardes no seu quarto, com a radiola a mil. O escritor torna-se músico, influenciado pela música carnavalesca, a noise, a industrial e a pop oitentistas, além de toda a profusa cena electrónica dos anos 90.

Em termos literários, o tema mais recorrente em “Um grifo-pedrês”🦩 é a memória. O fio temporal, a ligar o passado ao futuro, trespassa a existência dum único indivíduo, costurando acontecimentos biográficos a eventos e símbolos do inconsciente partilhado com a humanidade. Todos os poemas exploram a língua portuguesa, sem aliança direta com algum estilo ou escola poética em particular. O lirismo presente nos versos é tratado sem solenidade. Em RG:Murilo, o poema quer dançar, a exprimir emoções e afetos muitas vezes desconcertantes.

A partir dos seus 40 anos, Murilo trouxe para cima um talento recalcado para a composição melódica. Ele busca executá-lo com as ferramentas que lhe são possíveis, visto não ter aprendido a tocar qualquer instrumento ao longo da vida. Disto resulta uma performance em que o poeta divide o palco apenas com um microfone e um computador.  

As faixas são previamente programadas e o improviso fica a cargo da voz, que alterna comentários sociais a ligeiras cantorias. No decorrer do concerto, somam-se aos poemas autorais versões de músicas baseadas em poemas, como “Os bichinhos”, do também brasileiro, Luís Capucho – que, aliás, escreveu a orelha de “Um grifo-pedrês”🦩.

Outros trabalhos podem ser encontrados no Instagram e no Twitter como @RGMurilo. Contactos comerciais pelo +351 968 305 520 ou pelo e-mail contatorgmurilo@gmail.com

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